CONSCIÊNCIA DO CONSUMIDOR
CONSCIÊNCIA DO CONSUMIDOR

         A consciência dos consumidores brasileiros começa a atingir novos conceitos. É claro que continuam em alta, em especial em momentos de crises economicas prolongadas, a questão econômica, ou seja, o valor do produto a ser adquirido ainda é sem dúvida um dos critérios que é levado em consideração na hora de consumir.

         Aspectos como a qualidade do produto também figuram entre a preocupação de grande parte dos consumidores e neste caso pesam, no que diz respeito aos alimentos não só a sua inocuidade (garantidas por órgãos oficiais de inspeção e vigilância sanitária), mas também aspectos nutricionais.

         Países onde o desenvolvimento social e educacional são mais elevados, em especial países do continente europeu, já agregam a seu mix de apectos a serem considerados para a aquisição de produtos de consumo questões mais amplas, como aspectos ambientais e sociais.

         A passos lentos, já é possível notar a introdução destes novos aspectos também nos consumidores brasilerios. Neste caso ações do Ministério Público Federal e de alguns estados, de ONGs e parte da sociedade organizada tem trabalhado no sentido de dar maior peso para estes aspectos.

         Um aspecto que ganhou destaque mundial com repercussão nacional foi a questão ambiental, que teve sua origem na questão da madeira, dando-se garantia de que esta e seus produtos não eram provenientes de desmatamento ilegal. Este aspecto atingiu também as empresas frigoríficas que tiveram que se adequar, principalmente na Amazônia Legal, para garantir que sua matéria prima, neste caso os bovinos, não proviam de áreas em que ocorreu desmatamento ilegal.

         O trabalho em condições degradantes ou análogos à condição de escravidão também forçaram as empresas a olhar com uma visão mais detalhada seus fornecedores. Ninguém quer ter a sua marca vinculada a uma situação que além de ilegal, impacta de forma tão negativa na cosciência dos brasileiros.

         A CONTAC - Confederação Brasileira Democrática dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação da CUT explora agora em um vídeo (abaixo) uma nova questão. Além da questão social que envolve aspectos trabalhistas, também aborda o apoio político que determinadas empresas fazem, com provável intenção da obtenção de vantagens das autoridades públicas por ela apoiadas e financiadas. No caso do vídeo da CONTAC existe um agravante, não mencionado, que esta empresa recebeu do BNDES - Banco Naional de Desenvolvimento Econômico e Social, valores estimados em mais de sete bilhões a juros subsidiados, vindo a se tornar uma das maoires doadoras da campanha eleitoral.

       

        Uma análise nas contas das campanhas eleitorais permite vislumbrar que o "favor" ou "agrado" feito com o dinheiro dos consumidores brasileiros recolhidos através de impostos e repassados para o Tesouro enviar ao BNDES, para empréstimo de quantias vultuosas a juros subsidiados a empresas préselecionadas, tem se mostrado muito positivo sob o ponto de vista de doações legais a campanhas políticas.

        Uma análise contábil permite afirmar com exatidão que o subsídio de juros conquistados por esta empresa foi maior que os R$ 350 milhões doados para as campanhas políticas.

        Em países onde a educação é prioridade isso seria uma afronta a macular para sempre uma marca. No Brasil, onde o aspecto valor do produto ainda se sobrepõem a todos os demais critérios talvez isto ainda não seja suficiente para que exista uma consciência geral de que algo não está correto nesta triangulação.

        O slogan final da propaganda dá o tom da luta, apenas "juntos venceremos esta batalha".

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