OS CÃES E OS FOGOS DE ARTIFÍCIO
OS CÃES E OS FOGOS DE ARTIFÍCIO

Os malteses Snoopy, 5 anos, e Bebel, 2 anos, tem reações diferentes quando começa um foguetório por perto. Bebel fica nervosa e chora muito. Já Snoopy fica bravo e começa a latir. “Tento distraí-los do barulho, o que não é fácil. Começo a brincar correr com eles pela casa, fazer carinho. Quando os fogos duram muito tempo, o jeito é colocar no colo e fazer massagem na orelha. Aí eles se acalmam”, explica a proprietária dos cães, Heloiza Amaral.

Nas últimas semanas, com as festas juninas e as comemorações dos jogos da Copa do Mundo, os animais tem sofrido com o barulho. É importante que os donos estejam atentos aos bichinhos, pois o problema é sério, podendo até mesmo resultar em parada cardíaca.

Às vezes os proprietários de cães deixam de sair de casa em época de festejos com receio da reação dos animais, caso fiquem sozinhos. “Nunca os deixo em datas de foguetório. Parei de viajar no ano-novo e ainda não tive coragem de assistir aos jogos foras de casa”, “Vou fechar a casa para diminuir os barulhos, mas acredito que eles ficam mais nervosos sozinhos. Espero que não destruam algum móvel por causa disso”, conta Heloiza.

Se o som de foguetórios e buzinas pode nos irritar, imagine então o que ocorre com os cães, que tem a audição superior a dos seres humanos. “O barulho de rojões e fogos é muito mais alto para eles. Como consequência, eles acham que estão em situação de perigo e correm ou se escondem em desespero”, explica a médica veterinária Daniella Rangel.

A veterinária orienta o uso de uma técnica para que os cães se acostumem a esses barulhos. Deve-se gravar os sons de rojões e trovões e colocar o animal para ouvir os sons quando estiver em casa, tranquilo. Essa audição deve começar com um volume baixo. Depois, pode-se aumenta-lo aos poucos. “Assim o animal entenderá que os fogos não são um risco”, afirma Daniella.

Algumas pessoas recorrem a tufos de algodão nos ouvidos dos cães para diminuir o barulho que eles ouvem. Segundo Daniella, isso pode até ser feito, mas é necessário cuidado e até mesmo a orientação de um médico veterinário. “Pode-se colocar o algodão alguns minutos antes da queima de fogos. O veterinário tem de informar sobre a quantidade e a forma correta de inserir”, afirma.

Segundo Daniella, deixar o cão onde ele se sinta mais seguro e ficar ao lado dele também ajuda. Mas, curiosamente, dar carinho demais pode piorar a situação. “Passar a mão na cabeça do cão, abraçar demais ou tentar confortá-lo pode não ser uma boa ideia. Dessa forma ele entenderá que o barulho de rojão é sinal de perigo, é uma situação ruim”, diz.

A tendência do cão é procura abrigo, por isso alguns animais podem tentar fugir de casa. Se existe esse risco, a veterinária orienta a colocação de uma coleira de identificação no cão.

Outra forma de reduzir o barulho é fechando portas e janelas. “Pode-se tentar disfarçar o som alto ligando a TV, por exemplo”, diz a veterinária.

Daniella afirma que, de toda maneira é importante ouvir um veterinário sobre as melhores medidas a serem adotadas. Ela lembra que os donos de pets podem recorrer a medicamentos em alguns casos.

Certos fitoterápicos podem acalmar o animal antes de um evento com foguetório. Mas é importante ressaltar: para isso, é preciso consultar um veterinário. “Ele avalia o caso e receita ou não o medicamento para ajudar a minimizar o estresse.”

Autor: Pablo Hernandez (Campo -Jornal O POPULAR)

 

 

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